Projetos Todos os projetos

Cultura e Conhecimento

Fortalecimento Institucional e Político

Atividades Produtivas e Geracao de Renda

Monitoramento Ambiental e Territorial

::: Coletivo Beture :::

::: Coletivo Beture :::

O Coletivo Beture é um movimento dos Mekarõ opodjwyj - cineastas indígenas Mẽbêngôkre-Kayapó das aldeias que fazem parte da Associação Floresta Protegida - AFP. Denominamos o Coletivo de Beture, tal como uma formiga que encontramos em nosso território, caracterizada por ter uma mordida bastante potente, a cabeça vermelha e a bunda preta, assim como nós nos pintamos para a guerra. O coletivo surgiu em 2015 e tem contribuido para organizar e estruturar um movimento da juventude que vem surgindo em muitas comunidades. A juventude Mẽbêngôkre-Kayapó deseja registrar a vida e a cultura de seu povo a través das tecnologias audiovisuais e diversas mídias. Hoje o coletivo desempenha um papel fundamental na conquista de reconhecimento cultural assim como na visibilidade das nossas estruturas políticas.  Desde então, formações audiovisuais tem sido realizadas com o objetivo de potencializar as produções do coletivo e ofertar aos cineastas mais conhecimento sobre as técnicas de captaç...

::: Feira Mẽbêngôkre de Sementes Tradicionais :::

::: Feira Mẽbêngôkre de Sementes Tradicionais :::

“Estamos aqui trocando sementes, mas ao mesmo tempo nossa cultura está se fortalecendo, temos essa preocupação de que nossos costumes não venham a acabar, então estamos aqui presentes com objetivo de mostrar nossa cultura para as crianças, para que a juventude possa aprender, para que nossa gente, nosso povo seja mantido e preservado. Eu estarei sempre lutando por isso”, disse Tuire durante a I Feira Mẽbêngôkre de Sementes Tradicionais.

::: Formação de Agentes Ambientais Indígenas :::

::: Formação de Agentes Ambientais Indígenas :::

A proteção do nosso território e a conservação das nossas florestas e cerrados é fundamental para o respeito à continuidade da nossa cultura, costumes e tradições de acordo com as nossas próprias dinâmicas de permanência e transformação. Para desenvolver ações que levem em conta as prioridades na gestão de nossos territórios é necessário garantir a nossa autonomia e protagonismo, para isso precisamos estabelecer diretrizes que nos orientem na conservação da biodiversidade e no uso sustentável das nossas riquezas naturais, assim como aplicar estratégias que possibilitem a implementação de planos de gestão territorial e ambiental (PGTA). Uma parte dessa estratégia é a Formação de Agentes Ambientais Indígenas, que estamos implementando de maneira integrada e sistêmica, por meio de uma metodologia participativa com o apoio de consultores especializados e a aplicação de diversos instrumentos pedagógicos: aulas presenciais de cunho teórico com atividades em grupo e fases de...

::: Geração de Energia Elétrica :::

::: Geração de Energia Elétrica :::

O trabalho da AFP relacionado a geração de energia solar para as aldeias Mẽbêngôkre-Kayapó se divide em duas frentes: a geração de energia para uso doméstico e sistema off grid para fornecer energia para as casas de cultura de cada aldeia. As experiências piloto com geração de energia para uso doméstico tiveram início em 2015 com a compra e distribuição de modelos de lanternas e carregadores USB movidos a energia fotovoltaica com tecnologia e design de ponta através de parceiros. Com o bem-aceite das lanternas, em 2019, cada casa recebeu uma lanterna de Sistema Mobiya utilizadas para iluminação noturna durante as caçadas coletivas, coleta de produtos florestais, pesca, produção da cultura material e para demais atividades cotidianas. Dentre os objetivos do eixo Educação e Cultura, as atividades para geração de energia fotovoltaica promove o registro e difusão de materiais produzidos pelo Coletivo Beture e favorece a cadeia de transmissão de saberes tradicionais atravé...

::: PGTA da Terra Indígena Kayapó :::

::: PGTA da Terra Indígena Kayapó :::

O Plano de Gestão Territorial e Ambiental da Terra Indígena Kayapó consolida mais de 20 anos de processos internos de discussões e estratégias relacionados a gestão desta Terra Indígena. Após a publicação da PNGATI a AFP liderou um processo de sistematização destes processos, reunindo informações, mapeamentos, acordos e planejamentos já realizados e em curso, além de um esforço de conceituação da própria visão de mundo do Povo Mebengokre- Kayapó sobre seus Territórios e como isso se articula com os mecanismos legais e com a sociedade de forma geral. Em 2017 a AFP concluiu a primeira versão do PGTA da TI Kayapó, já no sentido de que pudesse servir como referência e material de base para sua própria atualização e posterior publicação com o do apoio do Fundo Amazônia.

::: PGTA T.I. Las Casas :::

::: PGTA T.I. Las Casas :::

Com a missão de auxiliar e promover o melhor uso do nosso território e recursos naturais, realizamos em abril de 2017, com o apoio do Ministério do Meio Ambiente, o lançamento do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) da Terra Indígena Las Casas. Os trabalhos para esta publicação começaram em 2014 e foi construído de maneira dinâmica, atuando com diversas ferramentas colaborativas de trabalho, onde todos os habitantes da T.I Las Casas puderam participar da construção do documento.Com intuito de fortalecer o protagonismo de nossos parentes da aldeia Kaprankrere e da aldeia Tekrejarotire (também conhecida como Las Casas), o Plano tem como uma de suas diretrizes, valorizar o conhecimento dos Mẽbêngôkre-Kayapó sobre o espaço, território e recursos naturais. A demarcação desta Terra Indígena foi concluída em 2002 e desde então estamos enfrentando vários desafios para garantir uma melhor qualidade de vida. Alguns dos problemas enfrentados vêm de fora do território, como o cre...

::: Turismo de Base Comunitária :::

::: Turismo de Base Comunitária :::

Acreditamos que o turismo pode gerar renda e promover o etnodesenvolvimento de maneira sustentável, promovendo autonomia, valorização cultural e preservação ambiental dos ecossistemas. As pautas que orientam o trabalho incluem o respeito pela nossa cultura e o protagonismo do nosso povo na elaboração, gestão e avaliação do projeto. É também uma forma de promover a manutenção dos jovens nas comunidades e a ocupação das áreas mais centrais do nosso território. No alto Riozinho o projeto piloto de turismo de base comunitária atende as aldeias Kubenkrankejnh e Kedjerekrã, localizadas em área de transição do cerrado para a floresta, uma região repleta de cachoeiras e incrível beleza natural. Por sua distância de qualquer centro urbano e a consequente dificuldade para o escoamento de produtos, estas comunidades são prioridade no desenvolvimento nas iniciativas de turismo. Realizaram-se diagnósticos participativos e seguimos Instrução Normativa 3/2015 da Funai que regulamenta&nbs...