Projetos Monitoramento Ambiental e Territorial

Cultura e Conhecimento

Fortalecimento Institucional e Político

Atividades Produtivas e Geracao de Renda

Monitoramento Ambiental e Territorial

A proteção e conservação das florestas e cerrados dos territórios Mẽbêngôkre-Kayapó é vital para o Bem Viver das nossas comunidades. O cuidado da terra de maneira autônoma e participativa é necessário para garantir o respeito às nossas tradições e cultura. A promoção do uso sustentável dos recursos naturais é uma parte central de nossa atuação. O fortalecimento das estratégias de monitoramento territorial e ambiental foi o principal motivador para o surgimento de nossa organização, realizamos todos os anos sobrevôos e expedições por terra e pelos rios para levantar informações que contribuem para a melhor gestão dos nossos territórios. Junto a instituições parceiras temos acessado sistematicamente informações georreferenciadas de diferentes fontes sobre desmatamento, degradação florestal e focos de calor, qualificando e apurando estas informações para produzir materiais de apoio à nossas atividades de proteção territorial que contemplam tanto nosso conhecimento tradicional como algumas tecnologias kubẽ (não-indígenas/brancos). Um aspecto central desta linha de ação é a formação de agentes ambientais indígenas, que pretende ampliar o nosso entendimento sobre as possibilidades de gestão e o melhor enfrentamento às ameaças aos nossos territórios, capacitamos monitores para diferentes maneiras de intervenção na realidade com protagonismo e autonomia.

::: Bases de Monitoramento e Vigilância :::

::: Bases de Monitoramento e Vigilância :::

Os territórios indígenas localizados na Amazônia Brasileira têm desempenhado um inquestionável papel na proteção das florestas e na conservação da biodiversidade e, consequentemente, na manutenção do regime de chuvas de boa parte do país e do clima global. Ainda, acolhem diversas populações que sempre desenvolveram e ainda mantêm, atividades produtivas sustentáveis que respeitam assim como necessitam de um meio ambiente preservado e equilibrado. A floresta em pé, ao contrário do que muitos acreditam, nunca foi e não é um espaço ocioso e improdutivo. Tradicionalmente, os Mẽbêngôkre-Kayapó participam de um sofisticado manejo de origem milenar de um vasto território, ocupam áreas de transição entre diversos ecossistemas, trabalhando nesse manejo ecológico, respeitando e enriquecendo ciclos que se estendem ao longo de várias gerações, produzindo roças, campos de caça, pomares, trilhas, aldeias, espaços de convivência e com isso disponibilizando frutos, a fa...

::: Enriquecimento de Quintais com Frutíferas :::

::: Enriquecimento de Quintais com Frutíferas :::

A partir da escuta das necessidades das mulheres, surgiu a demanda de enriquecer os quintais familiares com espécies frutíferas, como forma de garantir as vitaminas na alimentação das comunidades, mas especialmente das crianças.O projeto contribuiu para aumentar a oferta de diversas espécies frutíferas nas aldeias, incluindo: o Abacate, Abacaxi, Acerola, Cajá, Côco, Cupuaçu, Graviola, Laranja, Limão, Manga e Mexerica. Da mesma forma, é oferecida às famílias Mẽbêngôkre-Kayapó a assistência técnica necessária para o cultivo destas espécies para garantir que o plantío seja feito em condições necessárias e com isso permitir que cresçam em boas condições e ofereçam fartura. 

::: Feira Mẽbêngôkre de Sementes Tradicionais :::

::: Feira Mẽbêngôkre de Sementes Tradicionais :::

“Estamos aqui trocando sementes, mas ao mesmo tempo nossa cultura está se fortalecendo, temos essa preocupação de que nossos costumes não venham a acabar, então estamos aqui presentes com objetivo de mostrar nossa cultura para as crianças, para que a juventude possa aprender, para que nossa gente, nosso povo seja mantido e preservado. Eu estarei sempre lutando por isso”, disse Tuire durante a I Feira Mẽbêngôkre de Sementes Tradicionais.

::: Formação de Agentes Ambientais Indígenas :::

::: Formação de Agentes Ambientais Indígenas :::

A proteção do nosso território e a conservação das nossas florestas e cerrados é fundamental para o respeito à continuidade da nossa cultura, costumes e tradições de acordo com as nossas próprias dinâmicas de permanência e transformação. Para desenvolver ações que levem em conta as prioridades na gestão de nossos territórios é necessário garantir a nossa autonomia e protagonismo, para isso precisamos estabelecer diretrizes que nos orientem na conservação da biodiversidade e no uso sustentável das nossas riquezas naturais, assim como aplicar estratégias que possibilitem a implementação de planos de gestão territorial e ambiental (PGTA). Uma parte dessa estratégia é a Formação de Agentes Ambientais Indígenas, que estamos implementando de maneira integrada e sistêmica, por meio de uma metodologia participativa com o apoio de consultores especializados e a aplicação de diversos instrumentos pedagógicos: aulas presenciais de cunho teórico com atividades em grupo e fases de...

::: PGTA da Terra Indígena Kayapó :::

::: PGTA da Terra Indígena Kayapó :::

O Plano de Gestão Territorial e Ambiental da Terra Indígena Kayapó consolida mais de 20 anos de processos internos de discussões e estratégias relacionados a gestão desta Terra Indígena. Após a publicação da PNGATI a AFP liderou um processo de sistematização destes processos, reunindo informações, mapeamentos, acordos e planejamentos já realizados e em curso, além de um esforço de conceituação da própria visão de mundo do Povo Mebengokre- Kayapó sobre seus Territórios e como isso se articula com os mecanismos legais e com a sociedade de forma geral. Em 2017 a AFP concluiu a primeira versão do PGTA da TI Kayapó, já no sentido de que pudesse servir como referência e material de base para sua própria atualização e posterior publicação com o do apoio do Fundo Amazônia.

::: PGTA T.I. Las Casas :::

::: PGTA T.I. Las Casas :::

Com a missão de auxiliar e promover o melhor uso do nosso território e recursos naturais, realizamos em abril de 2017, com o apoio do Ministério do Meio Ambiente, o lançamento do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) da Terra Indígena Las Casas. Os trabalhos para esta publicação começaram em 2014 e foi construído de maneira dinâmica, atuando com diversas ferramentas colaborativas de trabalho, onde todos os habitantes da T.I Las Casas puderam participar da construção do documento.Com intuito de fortalecer o protagonismo de nossos parentes da aldeia Kaprankrere e da aldeia Tekrejarotire (também conhecida como Las Casas), o Plano tem como uma de suas diretrizes, valorizar o conhecimento dos Mẽbêngôkre-Kayapó sobre o espaço, território e recursos naturais. A demarcação desta Terra Indígena foi concluída em 2002 e desde então estamos enfrentando vários desafios para garantir uma melhor qualidade de vida. Alguns dos problemas enfrentados vêm de fora do território, como o cre...

::: Reserva do Pinkaiti :::

::: Reserva do Pinkaiti :::

Pinkaiti é uma reserva de aproximadamente 8.000 ha localizada dentro do território da aldeia A’Ukre, a cerca de 12 km de distância dela. Também conhecida como “Projeto Pinkaiti”, a reserva foi criada em 1992 em parceria com a Conservação Internacional (CI) como resposta à intensa exploração de mogno nos territórios Mẽbêngôkre-Kayapó, que estava em seu auge naquele período. Atualmente a instituição responsável pela reserva do Pinkaiti é a Associação Floresta Protegida. Os principais objetivos da criação da reserva do Pinkaiti foram: estabelecer uma área de contenção à exploração madeireira, permitindo assim a conservação, o estudo e o monitoramento a longo prazo de espécies presentes no território Mẽbêngôkre-Kayapó, assim como proporcionar à A’Ukre uma alternativa econômica à exploração do mogno, que pudesse gerar renda de forma sustentável e beneficiar toda a comunidade, por meio da realização de pesquisas científicas tendo como pré-requisito a preservação da floresta. Dua...