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::: Agroecologia e Democracia unindo Campo e Cidade :::

Convidados pela Agência Nacional de Agroecologia - ENA, uma comitiva de Mẽbêngôkre da AFP participou do IV Encontro Nacional de Agroecologia. Seguindo o lema “Agroecologia e Democracia: unindo campo e cidade”, o evento teve sua quarta edição em praça pública pela primeira vez, ocorreu entre os dias 31 de maio a 03 de junho de 2018 no Parque Municipal da cidade de Belo Horizonte-MG.

Convidados pela Agência Nacional de Agroecologia - ENA, uma comitiva de Mẽbêngôkre da AFP participou do IV Encontro Nacional de Agroecologia. Seguindo o lema “Agroecologia e Democracia: unindo campo e cidade”, o evento teve sua quarta edição em praça pública pela primeira vez, ocorreu entre os dias 31 de maio a 03 de junho de 2018 no Parque Municipal da cidade de Belo Horizonte-MG. 


A participação da AFP visou o fortalecimento das iniciativas agroecológicas dos Mẽbêngôkre-Kayapó a partir da partilha de experiências e conhecimentos na agricultura e extrativismo sustentáveis. O Encontro é um dos principais espaços que debate os rumos da produção agroecológica no país, e nesta edição, considera de forma privilegiada que os povos indígenas e as populações tradicionais são os que detêm os maiores conhecimentos e práticas a seu respeito. Por esse motivo realizou-se uma plenária exclusiva para os povos indígenas, partindo do entendimento de que essa participação é fundamental para uma transformação social que contemple a preservação do meio ambiente. Uma das principais pautas da plenária foi a valorização e reconhecimento do conhecimento tradicional dos povos originários nas práticas agroecológicas. Entre as reivindicações que se fizeram, salientamos a necessidade de desenvolver mais políticas de fomento para as atividades produtivas agroecológicas, o fortalecimento da Funai para que possa levar adiante as iniciativas de etnodesenvolvimento e um aprimoramento nas atividades das empresas de assistência técnica nas Terras Indígenas.




A delegação participou da Feira de Produtos Agroecológicos com a Cooperativa de Produtos da Floresta - COOBAY que comercializou artesanato de miçanga, palha e madeira. Para a troca de sementes levaram-se batatas, mandioca e milho. Devido a uma articulação realizada para contar uma maior participação indígena no evento, a Feira contou com a presença de 31 etnias indígenas, além de agricultores de 26 estados brasileiros. Os camponeses também tiveram seu espaço na plenária, assim como as mulheres camponesas, a juventude rural e os Quilombolas. Foi um momento único para dialogar sobre a importância do protagonismo e da manutenção de um modo de produção que o mundo, ciente da importância de uma economia ecológica, está pautando cada vez mais como um modo de vida ideal a ser reproduzido, Além da geração de renda, o stand da COOBAY mostrou a diversidade de produtos oriundos da floresta e a importância dos povos indígenas para as cadeias produtivas da sociobiodiversidade.