TURISMO DE BASE COMUNITÁRIA

A AFP acredita que o turismo pode ser um dos instrumentos para a geração de renda aliada ao etnodesenvolvimento, promoção de autonomia, valorização cultural e preservação ambiental dos ecossistemas.

O projeto piloto de turismo de base comunicaria está sendo elaborado para atender as aldeias Kubenkranken e Kedjerekrã, localizadas em área de transição do cerrado para a floresta, uma região repleta de cachoeiras e incrível beleza natural.

Estas são atualmente as duas aldeias da TI Kayapó mais distantes de qualquer centro urbano e que, consequentemente, apresentam uma série de dificuldades para o escoamento de produtos, como a castanha e o cumaru. Desta forma, a AFP tem priorizado nestas comunidades o desenvolvimento de projetos de geração de renda que não implicam no escoamento de produtos. A demanda por turismo tem sido enfatizada por estas comunidades e seus caciques há vários anos, e a AFP, após a realização de diagnósticos participativos nestas aldeias em 2013 e 2014 constatou que a atividade é viável e que a comunidade está preparada para iniciar este processo.

Para gerar estes resultados, a implementação dessa atividade deve estar pautada no respeito pela cultura local e no protagonismo dos indígenas na elaboração, gestão e avaliação do projeto. Esperamos contribuir para os esforços de trazer alternativas interessantes para a vida na floresta distante dos centros urbanos, que promovam a manutenção dos jovens nestas regiões, e da ocupação Kayapó, de forma geral, nas áreas mais centrais de seu território.

Em 2015, foi publicada pela Funai a Instrução Normativa 3/2015* com o objetivo de regulamentar a entrada de não-indígenas para visitação com fins turísticos nas Terras Indígenas, reconhecendo seu potencial para geração de cadeias de valor dentro das TI. A grande maioria dos termos desta instrução normativa se alinham com os cuidados que já estávamos pensando para a atividade. Em breve encaminharemos o projeto para avaliação da FUNAI, e esperamos começar a operar em 2017.